quinta-feira, 9 de agosto de 2012

BAILADO DA MEMÓRIA



A memória desse bailado, é somente o impulso hirto, onde agora prossegue a impossível existência...! E inclinando a cabeça no meu peito, parece espelhar-se em mim, alguma visão da memória de outra imagem do meu ser…!

Lacerados relevos que vão deixando vestígios para além da bruma, talhados para serem flor
no olhar, e elevando-se no silêncio como sinos sobre escarpas dolentes dos espaços sem fim, onde existo...

RIO QUASE AZUL


Porque as palavras, se extraviam da memória em ténues sílabas além do Tempo, vou entrando nesse rio de luz quase azul ...!
Incorpórea e inteira, resvala por entre os meus dedos desprendendo-se de mim, até unir o seu caudal ao mar nascente, onde a água é o princípio, e o Tempo criador a luz total, que desde sempre nos habita...!